UFV - Dissertações
URI permanente para esta coleçãohttps://sbicafe.ufv.br/handle/123456789/3
Navegar
487 resultados
Resultados da Pesquisa
Item Avaliação de cultivares de Coffea arabica L. para cafés especiais na região das Matas de Minas(Universidade Federal de Viçosa, 2018-02-20) Barbosa, Ivan de Paiva; Sakiyama, Ney SussumuObjetivou-se com este trabalho, avaliar o perfil sensorial da bebida de genótipos de Coffea arabica com resistência à ferrugem nas diferentes formas de processamento pós-colheita (café despolpado e café natural) e identificar aqueles com maior potencial genético para produção de cafés especiais na região das Matas de Minas. Os experimentos foram instalados em três municípios na região das Matas de Minas, em Minas Gerais – Brasil, em 2012. O delineamento foi em blocos casualizados com duas repetições, dez genótipos resistentes à ferrugem e uma testemunha susceptível. As amostras de frutos do tipo cereja foram avaliadas por meio do perfil sensorial da bebida, segundo o protocolo da “Specialty Coffee Association of America (SCAA)”. Todos genótipos com resistência à ferrugem apresentaram potencial para produção de cafés especiais de acordo com a metodologia SCAA. As cultivares Araponga MG1, Catiguá MG1, Catiguá MG2, MGS Catiguá 3, Oeiras MG6851, Pau-Brasil MG1 e Sacramento MG1, não apresentaram diferenças para nota total nas diferentes formas de processamento. O município de Araponga se caracterizou por proporcionar notas “muito boas” ou “excelentes” do atributo corpo para o café despolpado e do atributo equilíbrio para o café natural. Os genótipos Catiguá MG1, Catiguá MG2, Catucaí 25/137, Paraíso MGH419-1 e a H419-3-3-7-16-4-1 apresentaram os melhores desempenhos para a nota total, acima de 85 pontos, quando o café foi despolpado. No entanto, apenas Catiguá MG1 e Catiguá MG2 não sofreram redução significativa da nota quando manteve o fruto com casca (café natural). A expressão dos atributos de qualidade sensorial é distinta em diferentes ambientes e essa informação pode ser interessante para recomendação de cultivares associadas ao marketing de cafés especiais. Além disso, devido a interação do perfil sensorial com a forma de processamento, as recomendações de genótipos de café devem ser realizadas levando em consideração o nível tecnológico utilizado na secagem dos grãos e assim maximizar o potencial para qualidade de bebida.Item Caracterização sensorial dos cafés da região das Matas de Minas selecionados em concurso de qualidade(Universidade Federal de Viçosa, 2021-02-19) Bravin, Núbia Pinto; Sakiyama, Ney Sussumu; Rufino, José Luís dos Santos; Pinheiro, Aracy Camilla TardinA região das Matas de Minas é a segunda maior região produtora de café de Minas Gerais, entretanto sua participação no mapa de qualidade do café é recente. A adoção de medidas para revitalização de suas produções na última década foi determinante para a melhoria da qualidade de seus cafés, os quais vêm se destacando nos concursos de qualidade. Objetivou-se com este trabalho, caracterizar sensorialmente os cafés produzidos na Região das Matas de Minas e avaliar o efeito de diferentes estratos de altitude na qualidade sensorial da bebida. Foram utilizados dados do Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, dos anos de 2016, 2017 e 2019, cedidos pela Emater-MG. Foram analisadas amostras de café arábica obtidas a partir de dois diferentes métodos de processamento: café natural e CD (cereja descascado, despolpados ou desmucilado). Utilizou-se as amostras de café classificadas na primeira etapa de avaliação sensorial, provenientes de 24 municípios da Região das Matas de Minas. As amostras foram avaliadas pelo protocolo de análise sensorial SCAA. Utilizou-se as notas atribuídas aos sete atributos sensoriais da bebida: aroma, sabor, acidez, corpo, finalização, equilíbrio e geral. Para descrição e caracterização dos cafés, foram aplicadas estatísticas descritivas e construídos os perfis sensoriais. Em adição, os comentários dos provadores foram analisados por meio da técnica de Análise de Conteúdo. Para avaliar o efeito da altitude considerou-se três estratos (EA): < 1000 m; 1000-1200 m; e > 1200 m. Os dados foram submetidos ao teste de Kruskal- Wallis, e as médias comparadas pelo teste t (p<0,5). Os cafés naturais e CDs, da região das Matas de Minas, apresentaram notas finais médias superiores a 84 e 83 pontos, respectivamente, alcançando pontuação máxima de 90,80 e 91,58 pontos. Houve um aumento no desempenho dos cafés ao longo dos três anos de avaliação. Em 2016, os cafés naturais se destacaram em relação aos CDs. Em 2017 e 2019, os cafés CDs se destacaram em relação aos naturais. Nos perfis sensoriais destacaram-se os atributos sabor, acidez, aroma e corpo, e, com menor destaque, os atributos equilíbrio e finalização. Por meio da Análise de Conteúdo, os cafés produzidos na região foram caracterizados por aroma cítrico, doçura média, sabor caramelado e frutado, acidez marcante, corpo encorpado e finalização prolongada. Houve uma tendênciapara impacto positivo da altitude na qualidade sensorial da bebida, sendo os cafés produzidos em maiores altitudes potencialmente portadores de notas maiores. Palavras-chave: Análise sensorial. Qualidade de bebida. Cafés especiais. Altitude. Coffea arabica.Item Potencial agronômico e sensorial de genótipos modernos de Coffea arabica em Araponga, Minas Gerais(Universidade Federal de Viçosa, 2025-10-14) Rocha, Guilherme Henrique da; Moura, Eveline Teixeira Caixeta; Santos, Iara Gonçalves dosO café é a segunda bebida mais consumida no mundo, destacando-se Coffea arabica, uma das espécies mais cultivadas globalmente. No Brasil, existem cerca de 127 cultivares de C. arabica registradas no Registro Nacional de Cultivares (RNC), o que reforça a necessidade de estudos de caracterização em diferentes regiões produtoras. Nesse contexto, este trabalho teve como objetivo avaliar o desempenho de cultivares modernas e progênies avançadas de C. arabica com resistência à ferrugem do cafeeiro nas condições edafoclimáticas de Araponga-MG, considerando características agronômicos e sensoriais para estimativas de parâmetros genéticos. O experimento foi conduzido entre 2019 e 2024, envolvendo genótipos resistentes à ferrugem, além das testemunhas suscetíveis Catuaí Amarelo IAC 62 e Catuaí Vermelho IAC 144. Foram avaliadas características morfológicas, produtivas e sensoriais. As análises foram realizadas por meio de modelos mistos utilizando o procedimento REML/BLUP, que permitiu estimar componentes de variância e predizer valores genotípicos. Os resultados indicaram que todos os genótipos avaliados apresentaram potencial para produção de cafés especiais e variância genotípica significativa para a maioria das características analisadas. A identificação de genótipos superiores às cultivares tradicionais, tanto em produtividade quanto em resistência à ferrugem e qualidade sensorial, evidencia o elevado potencial genético disponível e ressalta a importância da avaliação contínua em diferentes ambientes, contribuindo para a recomendação de materiais adaptados às condições de Araponga-MG e para o fortalecimento da sustentabilidade e competitividade da cafeicultura nacional. Palavras-chave: cultivares de café; qualidade de bebida; Hemileia vastatrix; REML/BLUP.Item Proposta de manejo fitossanitário em de Coffea canephora na agricultura familiar do Mato Grosso(Universidade Federal de Viçosa, 2024-03-13) Santos, Eva Macedo dos; Pereira, Eliseu José GuedesO café é uma das bebidas mais consumidas no mundo e ele possui importância econômica, social e ambiental. As principais espécies cultivadas são o café arábica (Coffea arabica) e o café canéfora (Coffea canephora). O Brasil é o maior produtor e exportador de café. Os principais estados produtores são Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo e Rondônia. A produção do café canéfora tem sido incentivada aos produtores da agricultura familiar no estado do Mato Grosso. Contudo, falta a eles informações confiáveis e acessíveis, sobretudo sobre o manejo fitossanitário. Assim, esse trabalho teve o objetivo de propor programa de manejo fitossanitário para cultivos de C. canephora em agricultura familiar. Para tanto, foi realizada pesquisa em fontes bibliográficas confiáveis para elaborar proposta de programa de manejo fitossanitário adaptado aos produtores familiares de café canéfora de Mato Grosso. Nesses cultivos a broca do café Hypothenemus hampei (Coleoptera: Curculionidae) é a principal praga. Já a ferrugem do cafeeiro causada pelo fungo Hemileia vastratrix (Uredinales: Pucciniaceae) é a principal doença. A ferrugem incide severamente nos cultivares menos resistentes e cultivados em condições climáticas favoráveis. A broca é especializada em viver no fruto e alimentar da semente do café. Esse besouro possui grande capacidade de reproduzir e colonizar eficazmente os frutos do café e reduzir drasticamente o valor do produto e qualidade da bebida. Na implantação dos cafezais, deve se procurar escolher cultivares adequados e resistentes à ferrugem, obter mudas saudáveis, utilizar espaçamento adequado e realizar adubação adequada das plantas. Na fase produtiva dos cafezais, deve-se realizar controle cultural da broca do café, efetuar colheita cuidadosa com repasse e catação dos frutos remanescentes nas plantas e no solo. Em conclusão, para o controle eficiente e sustentável das pragas e doenças pelos produtores familiares de café canéfora é adequado adotar o programa de manejo fitossanitário aqui proposto. Para tanto, se deve adotar um programa educacional de assistência técnica pelo governo estadual em colaboração com cooperativas e cafeicultores. Palavras-chave: Cafeicultura. Broca do café. Ferrugem do cafeeiro. Café canéfora. Métodos de controle.Item Manejo hídrico de mudas de café arábica cultivadas com polímero hidroretentor e turnos de rega(Universidade Federal de Viçosa, 2024-08-29) Silva, Mateus Oliveira; Cunha, Fernando França da; Pedrosa, Adriene WoodsO café, é uma das bebidas mais consumidas globalmente, sendo uma das principais commodities do mercado brasileiro. Produzir café de qualidade de forma sustentável envolve o uso de mudas que maximizam o potencial genético e influenciem o desenvolvimento da planta. Problemas climáticos, como má distribuição de chuvas, afetam a sustentabilidade da produção. O uso de polímeros hidroabsorventes, especialmente biodegradáveis, pode aumentar a retenção de água, facilitar o manejo hídrico e melhorar a qualidade das mudas de café. Foram realizados experimentos com saquinhos de polietileno e Tubetes de Polipropileno com diferentes doses de hidrogel e 2 turnos de rega. Em ambos os experimentos, a combinação de 0,50% de UPDT e um turno de rega de 2 dias resultou no maior consumo hídrico durante a produção de mudas de café arábica. Isso indica que, independentemente do volume de substrato ou do tipo de recipiente utilizado (saquinhos de polietileno ou tubetes de polipropileno), essa combinação demanda mais água. Nos dois experimentos, o turno de rega de 2 dias (TR2) foi recomendado para a irrigação e produção das mudas, sugerindo que essa frequência de irrigação é adequada tanto para saquinhos quanto para tubetes. Contudo, por apresentar superioridade nos valores, o uso de recipientes maiores como o saquinho é mais recomendado, combinado com doses de 0,25% de UPDT, recomendando-se valores de coeficiente de cultivo (Kc) para produção de mudas de 0,19; 0,26 e 0,29 para os períodos de 0-49, 50-84 e 85-159 dias após semeadura, respectivamente.Item Herança da resistência de acesso ao cafeeiro Amphillo a Meloidogyne paranaensis(Universidade Federal de Viçosa, 2023-08-03) Silva, Arlam Fernandes da; Buonicontro, Dalila Sêni; Moura, Eveline Teixeira CaixetaMeloidogyne paranaensis é hoje umas das principais ameaças à cafeicultura brasileira, dada a sua elevada agressividade ao cafeeiro associado à sua gradativa disseminação para as principais regiões produtoras de café. O seu manejo é dependente do uso da resistência genética associada a outras estratégias de controle. Fontes de resistência a esse nematoide foram encontradas em cafeeiros silvestres de Coffea arabica. Esses cafeeiros resistentes representam importante fonte de variabilidade genética para o desenvolvimento de novas cultivares resistentes a Meloidogyne spp.Objetivou-se estudar a herança da resistência do acesso silvestre de C. arabica, Amphillo, ao nematoide da espécie M. paranaensis. Foram fenotipados 304 genótipos da geração F 2 oriunda do cruzamento de MG 0179-P3-R1♀ e Catiguá MG2-P14♂, em que o genitor feminino das progênies testadas, o acesso MG 0179-P3-R1 que carrega a característica da resistência, era resultante do cruzamento entre germoplasma ‘Amphillo’ e linhagens da cultivar Catuaí Vermelho. Os indivíduos do primeiro experimento foram inoculados com 5.000 ovos, e os do segundo experimento foram inoculados com 10.000 ovos, ambos de M. paranaensis. Os experimentos foram conduzidos em casa de vegetação. Aos 180 dias da inoculação, foi realizada a fenotipagem para o caractere relacionado à resistência, com base no fator de reprodução (FR). Um total de 234 indivíduos foram resistentes (FR < 1) e 70 suscetíveis (FR ≥ 1) a M. paranaensis. Os valores de FR foram submetidos ao teste Qui-quadrado a nível de 5% de significância para determinar a segregação para 1, 2 e 3 genes, os resultados obtidos pelo teste Qui-quadrado sugerem quatro interpretações. Na primeira, a resistência é governada por um gene, com dominância completa, demonstrados pela segregação de 3:1 (χ 2=0,6316; P=42,68%). Na segunda, a resistência é governada por dois genes, um dominante e outro recessivo, indicada pelo padrão de segregação de 13:3 (χ2=3,6491; P=5,61%). Na terceira, a resistência é governada por três genes, um gene dominante independente, um gene dominante e outro recessivo complementar, indicado pelo padrão de segregação 51:13 (χ 2=1,3832; P=23,96%). Na quarta interpretação, inferiu-se que é governada por três genes, um gene dominante independente e dois recessivos complementares, indicado pelo padrão de segregação 49:15 (χ2=0,0286; P=86,56%). Conclui-se, que a herança da resistência do Amphillo MR 2-161 a M. paranaensis é controlada por pelo menos um gene com dominância completa, complementado por um ou mais genes de dominância incompleta. Palavras-chave: Nematoides das galhas radiculares. Resistência genética. Coffea arabica.Item Efeito bioestimulante de substâncias húmicas sobre o desenvolvimento inicial do café arábica(Universidade Federal de Viçosa, 2024-02-23) Santos, Roberval Luis; Prieto Martinez, Hermínia Emília; Baldotto, Marihus Altoé; Santos, lara Gonçalves dosO café é uma cultura de grande valor econômico para o Brasil, e alguns estudos demonstram que a aplicação de substâncias húmicas pode favorecer a produtividade do café, bem como melhorar a resistência da planta aos estresses bióticos e abióticos.O estresse abiótico refere-se às condições adversas do ambiente que afetam negativamente os organismos vivos. Estas podem incluir fatores como temperatura extremamente alta ou baixa, disponibilidade inadequada de água, entre outros. O estresse biótico é causado por interações com outros seres vivos, como herbívoros, patógenos e competição por recursos. No entanto, ainda é preciso elucidar os mecanismos de ação das substâncias húumicas sobre o crescimento, as características fisiológicas e bioquímicas das plantas. Desta forma, este trabalho objetivou avaliar o efeito de diferentes doses de substâncias humicas sobre o desenvolvimento inicial das plantas de café arábica cultivadas em solução nutritiva e qual dose resulta em uma melhor performance. Para esse fim, um experimento foi conduzido, em casa de vegetação por sete meses, durante os quais mudas de café arábica da cultivar MGS Paraiso 2 foram cultivadas em recipientes de 22 litros com solução nutritiva. O experimento foi montado em delineamento inteiramente casualizado, composto por cinco tratamentos com 15 repetições. Os tratamentos foram as diferentes concentrações de substâncias humicas levando em conta a concentração de carbono, que variou de 0, 15, 30, 60 e 120 mg L“! de carbono na solução. No experimento, as unidades experimentais foram mantidas sob sistema hidropônico estático aerado, observando-se as necessidades de trocas e ajustes da solução, assim como os tratamentos fitossanitários necessários. Durante o experimento, as plantas foram avaliadas quanto a características morfobiométricas: diâmetro de caule (DC); altura de plantas (ALT); numero de folhas (NF), numero de nós nos ramos ortotrópicos (NNRO):; número de ramos plagiotrópicos (NRP) e número de nós nos ramos plagiotrópicos (NNRP). Após o período experimental, as plantas foram divididas em folhas, caules e raizes para a avaliação da massa de matéria fresca e seca de cada compartimento, bem como, das concentrações dos macronutrientes (nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e magnésio) e dos micronutrientes (ferro, manganês, cobre e zinco), cada qual com seu respectivo método de análise. O acúmulo total de nutrientes foi calculado em cada parte avaliada (folha, caule e raiz) multiplicando-se a concentração de cada nutriente pela massa da matéria seca de cada órgão referido e, o somatório destes forneceu o conteúdo total acumulado de cada nutriente na planta. Os dados obtidos foram submetidos a análise de variância e regressão empregando-se o programa estatístico, software R versão 4.3.2. As diferentes concentrações de substâncias húmicas influenciaram o crescimento das plantas de café. Discrepâncias entre os tratamentos foram observadas em relação à massa da matéria fresca e seca de folhas, caule e raizes, altura da planta, área foliar, diâmetro do caule, número de ramos plagiotrópicos e diâmetro de raiz. A faixa de concentrações que gerou efeitos estimulantes na produção de massa de matéria fresca e seca de folhas, caules, raízes, área foliar e número de ramos plagiotrópicos foi de aproximadamente 48 a 53 mg L''.de carbono. O maior acúmulo dos nutrientes K, P, Mg, Fe e Zn na planta ocorreu na faixa entre 83,8 e 98,4 mg L"! de carbono. As doses acima de 53mg L'! de carbono. apresentaram desde efeitos de estabilidade no crescimento até a paralisação no crescimento e desenvolvimento das mudas de café. Os resultados também destacam a influência significativa dessas substâncias no desenvolvimento morfobiométrico, indicando uma resposta bioestimulante que favoreceu o crescimento vegetal. Palavras-chave: Coffea arábica L. Mudas, Crescimento, Cafeeiro, Efeito estimulante.Item Desenvolvimento vegetativo de cafeeiros cultivados sob estresses térmico e hídrico(Universidade Federal de Viçosa, 2024-02-23) Carvalho, Maria Antônia Santos de; Pedrosa, Adriene Woods; Ferreira, Williams Pinto Marques; Ribeiro, Marcelo de Freitas; Picoli, Edgard Augusto de ToledoO recente relatório do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) destacou os riscos iminentes do aumento da temperatura global. As alterações causadas por esse fenômeno têm efeito na ocorrência e distribuição de chuvas, o que poderá afetar diretamente os campos de produção agrícola. Em especial, tem-se a espécie Coffea arabica L., que apresenta aptidão agrícola para regiões com temperaturas médias amenas e necessidade de adequada disponibilidade hídrica, podendo, assim, perder locais de produção, que atualmente são aptos. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar o crescimento vegetativo e estado nutricional de três cultivares de C. arabica, submetidas aos estresses hídrico e térmico (baseado nos cenários do IPCC) em ambiente protegido, sendo elas, MGS Paraíso 2, Catucaiam 24137 e Catucaí Amarelo 2SL, com a finalidade de reunir informações sobre seus desempenhos diante das mudanças climáticas. Para isso, duas condições de temperatura foram consideradas: estufa ambiente (temperatura mais próxima do ambiente natural externo) e estufa ambiente + 3 °C (3 °C a mais que a estufa ambiente). Em cada estufa foi instalado um experimento em delineamento de blocos casualizados, em esquema de parcelas subdivididas 3 x 2, com as três cultivares mencionadas e dois níveis de estresse hídrico (com e sem estresse). Os resultados mostraram que o crescimento das cultivares foi prejudicado pelo estresse hídrico, com redução da altura da planta, diâmetro do caule, número de nós do ramo ortotrópico, número de nós nos ramos plagiotrópicos e número de ramos plagiotrópicos, índice SPAD, área foliar e produção de matéria seca. Os resultados também evidenciaram que o aumento da temperatura pode intensificar o efeito do estresse hídrico. Além disso, o estresse térmico também contribuiu com redução do crescimento radicular e do índice SPAD. Destaca-se que, em resposta aos dois estresses, ocorreu um aumento da concentração foliar de N e redução foliar de Ca e de micronutrientes como, B, Fe e Mn em resposta ao estresse hídrico. A concentração foliar do K permaneceu inalterada. Palavras-chave: Coffea arabica L.; Cultivares; Estresse abiótico; Crescimento vegetal; Estado nutricional.Item Mapeamento da Variabilidade Espacial da Produção na Cafeicultura de Montanha(Universidade Federal de Viçosa, 2003-10-31) Oliveira, Alisson Sanguinetti Cruz de; Pinto, Francisco de Assis de Carvalho; Ribeiro, Carlos Antônio Álvares Soares; Corrêa, Paulo César; Queiroz, Daniel Marçal dePropôs-se uma metodologia para mapear variabilidade espacial da maturação dos frutos, produtividade e qualidade de café de montanha durante a safra 2002/3 em uma propriedade cafeeira no Município de Viçosa, Estado de Minas Gerais, Brasil. Nesta propriedade cultiva-se Coffea arabica L. cv. Catuaí Vermelho, linhagem IAC H2077-2-5-44, e predomina relevo montanhoso. Dividiu-se a metodologia em três etapas principais: anterior à colheita, de colheita e após a colheita. Na etapa anterior à colheita, georreferenciaram-se, codificaram-se e rotularam-se cafeeiros em um talhão de cerca de um hectare. Na etapa de colheita, dividida em catação e colheita final conforme cronograma da propriedade, pesaram-se e amostraram-se todas as medidas colhidas no talhão, 129 na catação e 339 na colheita final. Na etapa após a colheita dividiu-se cada amostra conforme estádio de maturação, pesaram-se esses frutos e determinaram-se umidades médias diárias desses frutos. Os cafés cereja de cada amostra da catação foram secos, beneficiados e classificados. Mapearam-se, com interpolação pelo método do Inverso do Quadrado da Distância, a maturação dos frutos, produtividade e qualidade dos grãos e da bebida. A partir dos resultados e análises dos mapas, obteve-se a variabilidade espacial da umidade dos tipos de fruto, maturação, produtividade e qualidade do café. A maturação dos tipos de fruto variou durante a colheita, sendo que suas umidades reduziram-se progressivamente ao longo da safra e apresentaram valores médios distintos para cada estádio de maturação. Na catação, a produtividade do café em coco, corrigido para 11% b.u., variou de 842,33 a 8.126,87 kg/ha, com coeficiente de variação de 19,86%; e, na colheita final, de 948,82 a 16.269,20 kg/ha, com coeficiente de variação de 27,36%. A produtividade total variou de 3.431,66 a 18.662,90 kg/ha, com coeficiente de variação de 19,46%. Quanto à qualidade, tenderam a variar o tipo e a descrição peneira dos grãos, e alguns componentes da descrição bebida. Classificaram-se as amostras em tipo 5, 5/6 (65,89% das amostras) ou 6. A descrição peneira dos grãos variou entre 19, 18, 17, 16, 14, Moca e Fundo. Houve variações nos componentes da bebida (aroma, sabor, acidez e corpo), mas todas as amostras foram classificadas como de bebida Estritamente Mole. A metodologia proposta permitiu mapear a variabilidade da produtividade, porém, a dificuldade da definição da área de influência de cada saco colhido resultou em valores de produtividade irreais em alguns pontos, demandando futuros estudos na definição dessa área e, ou, em metodologias de filtragem dos dados.Item Viabilidade técnico-econômica de diferentes sistemas de irrigação utilizados na cafeicultura de cerrado(Universidade Federal de Viçosa, 2004-08-22) Souza, Guilherme Ferreira e; Soares, Antônio Alves; Silveira, Suely de Fátima Ramos; Mantovani, Everardo ChartuniEste trabalho teve como objetivos analisar a produtividade do cafeeiro sob quatro diferentes sistemas de irrigação, avaliar o manejo de irrigação adotado e estabelecer parâmetros de comparação econômica entre os tratamentos. O experimento foi realizado na fazenda Escola da Uniube (Uberaba, MG), em uma lavoura de café da variedade “Catuaí Vermelho – 144”, utilizando dados de produção das três primeiras safras (2001, 2002 e 2003). Foram instalados os seguintes sistemas de irrigação: pivô central equipado com emissores Lepa, tubos de plástico perfurados (TPP ou Tripa) e gotejamentos autocompensante e convencional. Os valores das despesas foram comparados com os das receitas, encontrando-se o ponto de nivelamento econômico e a elaboração dos fluxos de caixa, sendo a partir deles determinados o período de Payback, o valor presente líquido (VPL) e a taxa interna de retorno (TIR). O gotejamento autocompensante apresentou as maiores produtividades, seguido por pivô central, gotejamento convencional e TPP. Foram verificados déficits hídricos em todos os tratamentos. Todos os tratamentos analisados mostraram-se rentáveis, e o tempo de retorno de capital investido foi de seis anos para TPP e cinco anos para os demais tratamentos. Nas condições avaliadas, o gotejamento automatizado apresentou a maior lucratividade e o TPP, a menor. O tratamento de gotejamento convencional apresentou-se economicamente viável, exibindo o menor período de Payback e a maior TIR, sendo, portanto, a melhor alternativa, seguida pelos sistemas de gotejamento autocompensante, pivô central e TPP.