Teses e Dissertações
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Item Avaliação de porta enxertos de Coffea canephora P(Universidade Federal de Lavras, 2011-02-25) Carvalho, João Paulo Felicori; Carvalho, Gladyston RodriguesEste trabalho teve como objetivo avaliar a eficiência de clones de Coffea canephora na nutrição e desenvolvimento de cafeeiros Coffea arabica. O trabalho foi conduzido em casa de vegetação do Departamento de Ciências do Solo da Universidade Federal de Lavras. O delineamento experimental usado foi o de blocos casualizados (DBC) em esquema de fatorial 5 x 2 + 14, sendo cinco clones de Coffea canephora (Apoatã IAC3598-3B, Apoatã IAC3597-1A, Apoatã IAC3599-2A, Apoatã IAC3598-1A e Apoatã IAC3597-9B) utilizadas como porta-enxertos, duas cultivares de Coffea arabica (Oeiras e Palma II) como enxertos e 14 adicionais, estruturados em esquema fatorial 7 x 2, sendo cinco clones de Coffea canephora mais duas cultivares de Coffea arabica e dois tipos de muda (autoenxertado e pé-franco). Foram realizadas as avaliações: altura de planta, diâmetro de caule, número de nós no ortotrópico e área foliar. No final do experimento, foi avaliada a massa seca da parte aérea (caule e folhas), massa seca do sistema radicular e os teores de macro e micronutrientes para calcular os valores de eficiência de absorção, eficiência de translocação e eficiência de uso dos macro e micronutrientes. O clone Apoatã IAC3598-3B apresentou maiores médias de desenvolvimento, absorção, translocação e eficiência de uso quando autoenxertado em relação ao pé-franco. Os clones Apoatã IAC3597-1A e Apoatã IAC3597-3B quando enxertados nas cultivares Oeiras e Palma II apresentaram maiores médias de absorção, translocação e eficiência de uso dos nutrientes, promovendo um maior desenvolvimento vegetativo.Item Efeitos de macronutrientes na produção, composição química e qualidade da bebida de grãos de Coffea arabica L.(Universidade Federal de Viçosa, 2024-05-29) Rocha, Brunno Cesar Pereira; Prieto Martinez, Hermínia Emília; Campos , Renata Cássia; Cecon, Paulo RobertoA nutrição mineral é essencial para o crescimento vegetativo e produção de grãos de alta qualidade em cafeeiros, sendo que desequilíbrios nutricionais afetam diretamente a qualidade do café. Tanto deficiências quanto excessos de nutrientes podem comprometer a produtividade e a qualidade do grão. No entanto, são escassas as pesquisas sobre o impacto dos nutrientes P, Ca, Mg e S na cultura do café. Dois experimentos foram conduzidos em casa de vegetação com variedades de café (Oeiras, Paraíso, Aranãs e Catuaí) para investigar a relação entre a nutrição mineral desses nutrientes, a composição química, a qualidade da bebida e a produção de grãos (Coffea arabica L.). No experimento 1, avaliou-se a restrição de Ca e Mg, e no experimento 2, a restrição de P e S. Foram medidos parâmetros como concentração de nutrientes nas folhas, produção por planta, atividade da polifenoloxidase (PPO), potássio lixiviado (Klix), condutividade elétrica (CE), acidez total titulável (ATT), pH, índice de coloração (IC), açúcares solúveis totais (AST), redutores (AR), não redutores (ANR), fenóis totais, lipídios totais e frações lipídicas, além de avaliação sensorial. Os resultados mostraram que as variedades responderam de maneira diferente à disponibilidade de Ca e Mg. A Aranãs destacou-se como a mais produtiva, com redução na produção de grãos e na concentração de Ca e Mg nas folhas nos tratamentos sob restrição desses nutrientes. A restrição de Ca aumentou CE e Klix e reduziu a atividade da PPO. Já a restrição de Mg reduziu AST, ANR, lipídios totais e triacilgliceróis, e aumentou a atividade da PPO. No caso das restrições de P e S, não houve alterações significativas na produção por planta, com uma pequena redução na concentração foliar desses nutrientes (em média 14,7% para P e 9,6% para S). A restrição de P reduziu ANR, AST, lipídios totais e triacilgliceróis, enquanto os pequenos níveis de restrição de S não resultaram em alterações químicas relevantes. A atividade da PPO variou entre as variedades, dificultando generalizações. No entanto, os escores sensoriais foram bons, sem relação direta com a composição química. No tratamento com deficiência de P e S, verificou-se uma tendência para cafés com maiores valores de CE e Klix, além de menores índices de coloração, açúcares e notas sensoriais. A Paraíso se destacou nos tratamentos com restrição de P e S, apresentando notas sensoriais superiores e altos níveis de ANR, sugerindo uma resposta positiva ao estresse nutricional devido à sua genética. No experimento 2, a Oeiras obteve a maior pontuação sensorial no tratamento completo, embora tenha sido superada por outras variedades sob restrição de P e S. Oeiras e Aranãs, sob restrição de Ca, e Aranãs, sob restrição de Mg, apresentaram os maiores escores sensoriais, indicando que cada variedade responde de forma única às condições nutricionais. Esses resultados sugerem que a seleção cuidadosa de variedades, combinada com práticas nutricionais adequadas, pode otimizar a experiência sensorial do café. O efeito dos componentes químicos no sabor da bebida depende do equilíbrio entre as quantidades e proporções desses compostos, variando conforme a situação e as condições nutricionais impostas. Palavras-chave: Absorção de nutrientes; Características químicas; Macronutrientes; Nutrição vegetal.