Teses e Dissertações

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    Genótipos seminais de matrizes antigas de Coffea canephora do sul do Espírito Santo: qualidade da bebida, diversidade genética, estrutura populacional e associação genômica ampla
    (Universidade Federal do Espírito Santo, 2025-02-18) Silva, Matheus Alves; Ferreira, Adésio; Ferreira, Marcia Flores da Silva; Azevedo, Camila Ferreira; Ferreira, Marcia Flores da Silva; Fontes, Milene Miranda Praça; Oliveira, Eder Jorge de; Cecon, Paulo Roberto; Alexandre, Rodrigo Sobreira
    O Conilon (Coffea canephora Pierre ex A. Froehner) foi introduzido no sul do Espírito Santo no início do século XX. A partir dos anos 1990, lavouras antigas foram renovadas com clones, o que pode reduzir a base genética. Por isso, o germoplasma antigo deve ser caracterizado e preservado, pois constitui fonte potencial de variabilidade genética para melhoramento. Neste trabalho, objetivou-se avaliar genótipos de C. canephora provenientes de propagação seminal, originados de matrizes selecionadas de lavouras antigas do sul do Espírito Santo relacionados a três aspectos principais: (i) atributos sensoriais, pontuação final e perfis sensoriais; (ii) diversidade genética e estrutura populacional; (iii) estudo de associação genômica ampla (GWAS) para características da qualidade da bebida. O experimento foi instalado em abril de 2018 em Mimoso do Sul (ES), com um delineamento de blocos aumentados de Federer, envolvendo 1.940 plantas distribuídas em 388 famílias de meios-irmãos, e cinco clones comerciais como controle. A qualidade da bebida foi avaliada em 172 genótipos em dois anos de produção (2022 e 2023). Para a análise da diversidade genética e estrutura populacional, foram analisados 649 (447 do experimento e 202 cedidos por outras instituições, que incluíram Conilon, Robusta e intermediários morfológicos) foram avaliados por meio de marcadores de polimorfismo de nucleotídeo único (SNPs) revelados por DArTseq™. O GWAS incluiu 370 genótipos do experimento. Todos os genótipos atingiram classificação "Finos" (pontuação média: 81,92; variação: 80,81–84,08). Os atributos uniformidade e xícara limpa receberam pontuação máxima, indicando ausência de defeitos. O agrupamento dos genótipos resultou em 11 clusters, com os clones comerciais distribuídos em dois deles. Foram identificados 48 perfis sensoriais na roda de sabores, além de 25 perfis não presentes na roda, com alguns mais predominantes que outros. Correlações significativas foram encontradas entre os atributos e perfis sensoriais e a pontuação final. Quanto à diversidade genética e estrutura populacional, seis clusters e K = 3 grupos ancestrais foram observados utilizando 1.654 SNPs. O cluster 1, com 523 genótipos, abrangeu a maior porção dos genótipos de propagação seminal de matrizes de lavouras antigas e comerciais. O cluster 4, que incluiu genótipos intermediários, destacou-se pela alta heterozigosidade observada (0,37) e FIS negativo (-0,73), indicando exogamia. Altos valores de FST (0,80 e 0,71) indicaram forte divergência genética entre o cluster 1 (predominantemente Conilon) e os clusters 5-6 (majoritariamente Robusta), e são compostos por grupos ancestrais distintos No GWAS, foram identificados 246 SNPs com associações significativas: 68 para pontuação final, 40 para fragrância/aroma, 34 para sabor, 19 para sabor residual, 21 para acidez/salinidade, 11 para sensação na boca, 22 para balanço, 15 para amargor/doçura e 16 para geral. Dos 246 SNPs, 148 estão localizados nos cromossomos 1 a 11, com 83 situados em sequências de genes. As funções putativas dos genes candidatos foram identificadas, e alguns marcadores estão associados a mais de uma característica. Coletivamente, os resultados destacam o potencial do germoplasma remanescente do sul do Espírito Santo para programas de melhoramento de C. canephora, combinando qualidade sensorial superior e variabilidade genética. Esses genótipos são recursos estratégicos para bancos de germoplasma, garantindo diversidade frente a desafios futuros. As regiões cromossômicas identificadas permitem selecionar marcadores associados a características-chave da bebida, otimizando o desenvolvimento de cultivares de alto padrão com ferramentas genômicas precisas
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    Caracterização física, sensorial, química e produtividade de cultivares de Coffea arabica L. para obtenção de cafés especiais
    (Universidade Federal do Espírito Santo, 2025-12-09) Andreão, Gabriel Brioschi; Tomaz, Marcelo Antonio; Dalvi, Leandro Pin; Amaral, José Francisco Teixeira do; Zucoloto, Moises; Krohling, Cesar Abel
    A busca por cafés especiais tem crescido em larga escala nos últimos anos, fazendo do grão um produto onde o valor e a qualidade estão diretamente ligados. A região de montanhas do Espírito Santo se destaca como de grande potencial para produção de cafés de qualidade, devido as características únicas do seu terroir. Objetivou-se neste trabalho avaliar os atributos físicos, químicos, sensoriais e produtividade de dez cultivares de Coffea arabica L para produção de cafés especiais. O experimento foi conduzido no município de Venda Nova do Imigrante/ES, no sistema de delineamento em blocos casualizados com quatro repetições, sendo os tratamentos compostos por 10 cultivares (Catucaí 785-15, Catucaí Amarelo 2SL, Catucaiam 24137, Catuaí Vermelho IAC 44, Catiguá MG2, IPR 103, Tupi IAC 1669-33, Arara, Japy e Acauãnovo. A colheita foi realizada nos anos de 2023 e 2024. As amostras foram processadas em via-úmida, visando a obtenção do café despolpado. A secagem foi realizada em terreiro suspenso até atingir 11% ±1 de umidade (base úmida, b.u). Foram realizadas as avaliações de tamanho de peneira dos grãos, análises sensoriais de bebida, avaliação dos teores de cafeína, trigonelina e ácidos clorogênicos via cromatografia líquida de alta eficiência. Nas avaliações de peneira, a maioria das cultivares foi classificada como de peneira chata graúda (17 e superior), com destaque ao Catucaiam 24137 (74,23%), Tupi (67,19%) e Arara (66,48%), e os cultivares Japi (58,35%), Acauã Novo (48,43%) e Catiguá MG2 (40,97%), apresentaram maior percentual retido em peneiras 15 e 16, sendo classificados como de peneira chata média. Nas avaliações sensoriais, todas cultivares apresentaram potencial para produção de cafés especiais, com notas superiores a 80 pontos, com destaque as cultivares Arara, Catucai 785-15 e Catiguá MG2, que apresentaram médias superiores a 85 pontos. Nas avaliações químicas, os teores de cafeína encontrados variaram de 0,95 a 1,26%, para as cultivares Arara e Catucaí 2SL, respectivamente. Já para trigonelina, foram observados valores variando de 0,84 a 1,13%, para a cultivar Arara e Catucaiam 24137, respectivamente. Os teores de ácidos clorogênicos obtidos, variaram de 2,44 a 3,51%, entre as cultivares Catuaí IAC 44 e Catiguá MG2, Para a avaliação de produtividade, o destaque foi para as cultivares Arara (87,70 sc ha⁻¹) e IPR 103 (72,81 sc ha⁻¹). A partir do presente trabalho, foi possível concluir acerca da variabilidade no comportamento das cultivares dentre os parâmetros avaliados, reforçando seu potencial de uso nas condições edafoclimáticas em estudo, principalmente para a produção de cafés especiais, tendo como destaque a cultivar Arara, que apresentou os melhores resultados dentre os parâmetros avaliados
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    Método analítico inovador para determinação de compostos fenólicos e atividade antioxidante do café
    (Universidade Federal de Viçosa, 2019-06-08) Barreto, Matheus Siqueira; Santos, Marcelo Henrique dos; Demuner, Antônio Jacinto
    A possibilidade de uso de telefone celular para determinação de compostos fenólicos e da atividade antioxidante em amostras de Coffea arabica, empregando-se imagens digitais foi confirmada. O método é acessível, relativamente rápido e reprodutível. Este trabalho descreve a análise colorimétrica/espectrofotométrica de compostos fenólicos e poder redutor em amostras de Coffea arabica, foi baseada na reação de oxirredução, utilizando oxidante cloreto férrico (FeCl3) e ferricianeto de potássio (K3[Fe(CN)6]), as medidas foram realizadas pelo uso de imagens digitais, a partir do aplicativo PhotoMetrix®, em ambiente de luz controlada. Foi verificado o teor de compostos fenólicos e atividade antioxidante do café, em diferentes estádios de maturação e graus de torrefação. O teor de compostos fenólicos foi na faixa de 0 a 30 mg L-1, utilizando a quercetina como padrão. Já para determinar o poder redutor foi utilizada a faixa linear de 0,0 a 1 mg L-1, e o padrão hidroxitolueno butilado (BHT). Teste estatísticos comprovaram a similaridade entre o método desenvolvido e o tradicional método de espectrofometria no UV-Vis com 95% de confiança. O método inovador para análise de fenólicos totais e poder redutor é satisfatório, sendo uma alternativa viável e importante para determinar compostos bioativos e atividade antioxidante em espécies vegetais. É um método útil para laboratórios com limitações de recursos financeiros, analíticos, com finalidade de contribuir com a química verde e podendo ser utilizado como tema gerador no ensino de Química no ensino médio. Palavras chave: café, antioxidante, polifenóis, imagem digital, smartphone.
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    Ozonização de café em sistema de microbolhas: cinética de reação, descontaminação microbiológica e qualidade
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-02-25) Lacerda, Felipe Guimarães Abrantes; Silva, Marcus Vinicius de Assis; Faroni, Lêda Rita D'Antonino; Haeberlin, Luana
    A qualidade do café pode ser influenciada pelas condições de processamento e pela presença de microrganismos deteriorantes. O uso da água ozonizada é uma das tecnologias que têm se destacado na descontaminação microbiológica de alimentos. Objetivou-se com este trabalho caracterizar a cinética de reação do ozônio na água em sistema de microbolhas e determinar o potencial da água ozonizada na descontaminação microbiológica e preservação da qualidade sensorial do café. O experimento foi realizado na Fazenda Aparecida, em Carangola-MG, latitude: 20º 47’ 17” S e longitude: 42º 11’ 47” W. Foi utilizado o café Arábica (Coffea arabica L.), variedade Catuaí Vermelho colhido de um talhão com altitude de aproximadamente 920 metros. Para caracterização da cinética de reação foram determinadas as curvas de saturação e cinética de decomposição para as concentrações de entrada de ozônio iguais a 15,77; 25,18 e 37,20 mg L-1. Para tratamento do café, amostras de 10 kg foram submetidas à imersão em água com microbolhas sem ozônio e em água com microbolhas de ozônio por períodos iguais a 40, 60 e 90 minutos para o café cereja descascado e tempos iguais a 60, 120 e 180 minutos para café cereja. A imersão do café foi feita em um tanque de polipropileno nas dimensões (0,15 x 0,35 x 0,75 m) e capacidade para 30 litros de água. Para a geração das microbolhas sem ozônio e microbolhas de ozônio na água foi utilizado um gerador de microbolha responsável pela circulação da água, a uma vazão volumétrica de 0,43 m3 h-1. Após o processo de imersão do café as amostras foram distribuídas em terreiros suspensos para a secagem. Para avaliar o efeito do tratamento na descontaminação microbiológica do café foram realizadas contagens de fungos filamentosos e leveduras, além das bactérias mesófilas. A caracterização da qualidade do café após os tratamentos foi feita através da análise sensorial baseada no protocolo da Associação de Cafés Especiais (SCAA), teor de água, cor e quantificação de defeitos. Para avaliar a qualidade físico-química da água de imersão do café foram feitas análises de condutividade elétrica, pH, potencial redox, DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio), DQO (Demanda Química de Oxigênio) e turbidez. Os experimentos foram realizados em delineamento inteiramente casualizado e foram considerados dois tipos de café (café cereja descascado e café cereja), três tipos de tratamentos (imersão em água com microbolhas sem ozônio, imersão em água com microbolhas de ozônio e apenas lavagem convencional). Realizou-se análise de variância e teste de Tukey (P < 0,01) para comparação entre as médias e teste de Dunnett (P < 0,05) para comparação dos tratamentos com o controle. A concentração inicial de ozônio dissolvido em água no tanque de imersão foi de 1,16; 1,89 e 2,03 mg L-1 para as concentrações de entrada do gás ozônio de 15,77; 25,18 e 37,20 mg L-1 respectivamente. O tempo de meia-vida do ozônio no tanque de imersão apenas em água pura foi de 30,00; 46,52 e 63,59 min para as concentrações de 15,77; 25,18 e 37,20 mg L-1 respectivamente. Em relação à descontaminação microbiológica para o café cereja descascado, o tratamento com imersão em água com microbolhas de ozônio por 40 min foi responsável por reduzir em 1,13 log UFC g-1 a contaminação por fungos filamentosos e leveduras. Para mesófilos aeróbios, este mesmo tratamento foi responsável por reduzir 0,54 log UFC g-1. No café cereja, o tratamento com imersão em água com microbolhas de ozônio por 60 min promoveu uma redução de 2,98 log UFC g-1 na contaminação por fungos filamentosos e leveduras. Os resultados da análise sensorial para o café natural não apresentaram diferença estatística significativa (P < 0,05) com pontuação média de 80,29. Para a quantidade de defeitos foram observadas diferenças significativas apenas do café cereja descascado para grãos verdes, ardidos e quebrados. Quanto ao teor de água, o café cereja descascado apresentou menores valores em relação ao café cereja. Para diferença de cor, o efeito dos tratamentos foi mais pronunciado imediatamente após a imersão do café em água com microbolhas sem ozônio e em água com microbolhas de ozônio. No café cereja descascado, os maiores valores de tonalidade de cor foram observados imediatamente após os tratamentos com imersão do café em água com microbolhas de ozônio. No tratamento com imersão de café cereja em água com microbolhas de ozônio por 180 min observou-se uma redução significativa na saturação de cor (P < 0,05). Em relação às análises físico- químicas da água é importante destacar que houve uma redução expressiva nos valores de DBO e DQO na água de imersão do café cereja descascado com microbolhas de ozônio por 90 min. Os valores de DBO e DQO ao final deste tratamento foram iguais a 46,63 ± 1,62 e 93,43 ± 3,91 mg L-1 respectivamente. Conclui-se que a aplicação de água ozonizada como um pré-tratamento na secagem do café é uma tecnologia promissora para realizar a descontaminação microbiológica e manter a qualidade de cafés especiais. Palavras-chave: Coffea arábica L.; pós-colheita; ozônio ; sistema de microbolhas; qualidade sensorial
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    Caracterização morfoagronômica de acessos de Coffea arabica L
    (Universidade Federal de Viçosa, 2009-12-18) Leão, André Pereira; Sakiyama, Ney Sussumu; Dias, Luiz Antonio dos Santos; Oliveira, Antônio Carlos Baião de
    Cem acessos de café pertencentes ao Banco de Germoplasma de Coffea spp. da Universidade Federal de Viçosa foram caracterizados agronômica e morfologicamente, e divididos em grupos de acordo com suas correlações genéticas. Utilizou-se 21 descritores do IPGRI (International Plant Genetic Resources Institute). Após a caracterização procederam-se as análises estatísticas que indicaram, na ordem, as seguintes variáveis para descarte, por serem menos relevantes para o agrupamento genético: número de nós no ramo plageotrópico, número de nós na haste principal, cor de fruto, estimativa comparativa de produção de frutos, comprimento do ramo plageotrópico, diâmetro da copa, comprimento da folha, uniformidade de maturação dos frutos e comprimento do ramo plageotrópico até o primeiro nó. Além disso, os descritores formato da folha e formato do ápice da folha foram descartados por não apresentarem variação nos acessos avaliados. Assim, das 21 características inicias, apenas 10 foram mantidas ao final da análise. Com as 21 características os 100 acessos foram separados em 78 grupos distintos, 67 deles sendo grupos singulares. Em contrapartida, após o descarte das variáveis menos relevantes, as 10 características permitiram a formação de 10 grupos, sendo apenas 1 singular.
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    Produção e caracterização de enzimas pectinolíticas por Paecilomyces formosus em resíduos sólidos do processamento de café
    (UNB- Universidade de Brasília, 2023-07-04) Vieira, Rafael Ícaro Matos; Ferreira Filho, Edivaldo Ximenes
    O Brasil se destaca como o maior produtor mundial de café, com mais de 50 milhões de sacas de café produzidas anualmente, após o beneficiamento do café há geração de resíduos (casca, polpa, mucilagem) na mesma proporção, chegando até 50% da produção total. Neste trabalho foi pesquisado o potencial de produção da enzima pectinase pelo Paecilomyces formosus em resíduos de casca de café robusta e a caracterização desta enzima. Em estudo anterior foi constatado que as melhores condições de cultivo são em 20ºC, 87 rpm, pH 4,0, sem suplementação. Foi realizado um screening enzimático, revelando que o pico de produção de pectinase se dá ao sétimo dia. A amostra foi concentrada (1,54UI/mL) e foi realizada uma comparação entre a porção concentrada e o extrato bruto (0,43UI/mL). As melhores condições bioquímicas da pectinase para o pH se deram em faixas ácidas (pH 4-5) e básicas (pH 9-10), a melhor temperatura 60ºC, foi ativado pelos compostos fenólicos ácido transferúlico e ácido tânico, íons de Mn2+ , Ca2+ e pelo EDTA. A pectinase se mostrou estável quanto a termoestabilidade até o período de 72 horas nas temperaturas de 30, 60 e 80ºC no extrato bruto e também na fração concentrada em 30 e 60ºC. O teste de hidrólise demonstrou capacidade degradação do substrato lignocelulósico pela pectinase, se mantendo até o período final de 24 horas do teste, sendo que não houve nenhuma atividade pectinolítica quando ao teste utilizando a casca de café pré-tratada. Os resultados do presente trabalho demonstraram o potencial de produção de pectinase pelo Paecilomyces formosus, sendo caracterizada, contribuindo com novas informações dentro do cenário biotecnológico, se fazendo necessário mais pesquisas.
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    Estudo comparativo da ação antioxidante dos ácidos cafeico e clorogênico em sistemas modelo in vitro
    (UNB - Universidade de Brasília, 2012-02-29) Mendonça, Marcos Bürger de; Lima, Marcelo Hermes
    A principal fonte de ácidos clorogênicos na dieta ocidental é o café. No entanto, algumas outras bebidas de consumo regional, como o chimarrão constituem as principais fontes dietéticas desses compostos na dieta. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a capacidade antioxidante dos ácidos cafeico (CAF) e clorogênico (CLA - ácido 5-O-cafeoilquínico) em sistemas modelo in vitro, sendo este dividido em três capítulos. No primeiro, investigamos o mecanismo antioxidante do CAF contra formação de oxirradicais (utilizando 2-desoxirribose como detector) em sistemas contendo FeIII-EDTA (ou FeIII-citrato) e ascorbato. No segundo capítulo foi examinado o mecanismo antioxidante do CAF e CLA contra formação de oxirradicais em sistemas contendo íons Cu2+ e ascorbato. No terceiro capitulo de resultados, foi avaliado – por meio de ressonância paramagnética eletrônica - o potencial antiperoxidante do CAF e CLA em sistema lipofílico na presença de um azo composto hidrossolúvel 2’-2’-azobis 2-amidino propano hidrocloreto (AAPH). No primeiro capitulo, verificou-se que o CAF apresentou uma reduzida capacidade antioxidante em todos os métodos e condições testadas. Os resultados – analisados de uma forma global - também sugeriram que a atividade antioxidante do CAF se deve a sua habilidade de remover íons Fe2+ do EDTA ou citrato, formando um complexo com o CAF que inibe a sequencia de reações que leva a formação de oxirradicais. No segundo capítulo, os resultados mostraram que em sistemas aquosos, no qual se tem a 2-desoxirribose e o ácido tereftálico como alvo radicalar, tanto o CAF como o CLA apresentam comportamento hibrido de ação antioxidante, atuando tanto como complexantes de Cu2+ como sequestradores de radicais hidroxil. Analisamos também a ação do CAF e CLA por meio experimentos de ressonância paramagnética eletrônica para verificar a formação de radical ascorbila mediados por FeIII-EDTA e Cu2+. Os resultados obtidos demonstraram que tanto o CAF e CLA não inteferem na formação de radicais ascorbila. No terceiro capitulo os ensaios de peroxidação lipídica em membranas de eritrócitos demonstraram que tanto o CAF como o CLA apresentaram atividade antioxidante equiparando-se a antioxidantes apolares como o butil-hidroxi-anisol (BHA) e o butil-hidroxi-tolueno (BHT). Os resultados expostos neste trabalho demonstram que o CAF e CLA possuem pequena capacidade antioxidante em sistemas aquosos. Além disso, dependendo do metal utilizado para catalisar a formação de oxirradicais, os compostos apresentaram diferentes mecanismos antioxidantes – seja quelante e/ou seqüestrador de hidroxil. Em sistemas lipofílicos, o CFA e CLA se equiparam a potentes antioxidantes lipofílicos (BHT e BHA). Os resultados desse trabalho ajudaram a entender mais os mecanismos antioxidantes do CAF e CLA em sistemas modelo. Tais resultados não podem ser ainda aplicados para condições in vivo e não servem de recomendação (ou não) para o uso do café como fonte de antioxidantes funcionais para o ser humano.
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    O café dos nasa: percurso vegetal e afirmação étnico-territorial em Tierradentro (Cauca, Colômbia)
    (Universidade de Brasília, 2020-08-14) Cabrera Bravo, Janeth Alexandra; Sautchuk, Carlos Emanuel
    Esta tese analisa o processo de produção de café especial do povo nasa, destacando os processos técnicos dos produtores e as conjunturas e alianças criadas e transformadas pelos movimentos associativos. Esta pesquisa possui caráter descritivo e analítico das práticas e discursos das famílias cafeeiras de Tierradentro, relacionadas às técnicas de trabalho agrícola e processamento de café, bem como à organização social e ocupação do território. A atividade econômica dessa população sempre esteve relacionada à agricultura e à criação de pequenos animais. No entanto, nos últimos cinquenta anos, notou-se a transição para novos modelos econômicos, nos quais se destaca a produção, transformação e comercialização do café, mudança que se intensificou até o momento no século XXI. O impacto dessas transformações foi representado na reorganização territorial das atividades, dos recursos físicos e humanos da região.
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    Utilização de lógica fuzzi na geração de zonas de manejo
    (Universidade Federal do Espírito Santo, 2014-05-30) Oliveira, Fabricia Brenda de; Lima, Julião Soares de Souza
    Este trabalho teve como objetivo utilizar a lógica fuzzy para geração de zonas de manejo, na área agrária e ambiental. Uma das aplicações consistiu da utilização do método fuzzy C-means, para geração de zonas de manejo para a cultura do mamoeiro, em um plantio comercial localizado em São Mateus-ES, com base em determinações realizadas através de amostragens e análises químicas do solo, considerando os atributos: P, K, Ca, Mg, e Saturação por bases (V%). Aplicou-se também a lógica fuzzy para desenvolver e executar um procedimento para dar suporte ao processo de tomada de decisões, envolvendo análise multicritério, gerando mapas de adequabilidade ao uso público e a conservação no Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça, no município de Alegre-ES, considerando como fatores a localização da cachoeira, o uso do solo, os recursos hídricos, as trilhas, os locais de acessos, a infraestrutura, a declividade da área, e utilizando a abordagem de Sistema de Informações Geográficas para análise e combinação da base de dados. A partir das zonas de manejo geradas, foi possível explicar a variabilidade espacial dos atributos do solo na área de estudo da cultura do mamoeiro, e observa-se que as similaridades entre as zonas geradas, a partir de diferentes atributos, mostrou variação, mas observa-se uma influência nos dados, principalmente pelos atributos P e V. A partir do zoneamento da Unidade de Conservação foi possível selecionar áreas mais aptas ao ecoturismo, sendo xvii encontradas próximas da cachoeira, trilhas em zonas de reflorestamento e de Mata Atlântica. Quanto às áreas propensas a medidas de conservação localizam-se próximas à cachoeira e às estruturas do parque, devido à maior pressão antrópica exercida nesses locais. Outras áreas que se destacaram, foram as áreas de pastagem, por estarem em estágio de regeneração natural. Os resultados indicam áreas de mesmo potencial de produção do mamoeiro, ou quando aplicado à área ambiental, áreas que devem receber maior cuidado para utilização por ecoturismo e para preservação e servem de base para a tomada de decisões, visando melhor aproveitamento da área.
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    Sentidos do café: signos em trânsito no mundo do consumo
    (Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2023-08-30) Reis, Lesly Fernandes dos; Prado, Shirley Donizete; Ferreira, Francisco Romão
    Este estudo dirige-se aos sentidos associados ao café na sociedade contemporânea brasileira. Há sobre esse alimento muitos estudos de cunho técnico (aspectos físico-químicos, produção, comercialização, características sensoriais ou atributos biomédicos, por exemplo) em consonância com o fato de que se trata de um produto de grande relevância na economia mundial, sendo o Brasil o maior produtor e o maior exportador do grão no mundo, além de estar posicionado como o segundo maior consumidor da bebida. Registram-se, inversamente, poucos estudos situados na ordem das subjetividades, em particular, reflexões sobre classificações quando tidas como estratégias discursivas permeadas por disputas simbólicas e produção de distinção social nas relações sociais que envolvem café no país. Diante de tal lacuna e considerando o cenário de hiperconsumo contemporâneo, delineia-se como objetivo geral deste estudo a compreensão de sentidos do café na sociedade brasileira e como objetivos específicos colocam-se (1) a problematização das classificações atribuídas ao café e (2) a discussão de estratégias discursivas presentes no jogo social atravessado por disputas simbólicas e distinção social em torno do café na sociedade do hiperconsumo. A metodologia adotada define como recorte empírico o conjunto de embalagens das linhas de produtos do café Melitta nos dias atuais. Sobre esse material, será desenvolvida análise do discurso de linha foucaultiana.